25/06/2012

Texto - Europa Fechada, Autor desconhecido


Mais uma vez venho com textos interessantes, mas este é uma critica à europeus.
A Europa é aberta a vários ano para que pessoas que moram na África e estão em países em guerra, mas é claro que não são tratados como cidadãos e sim marginais pelo próprio acolhedor (europeu).


Em 2007/2009 fui para a Grécia e me assustei bastante ao ver como essas pessoas são tratadas.
Os gregos tem medo deles. Não sei se por não entender o que eles falam, costumes ou por eles serem mais aplicados e prestativos com relação à trabalho e tomarem seus empregos.
Esses caras moram em um apartamento de 50 m² com, no mínimo, 20 crianças recém nascidas no pais europeu  para poderem se estabilizar ali e mais 20 adultos. Tem um segundo apartamento que é usado como cozinha para todos.
São organizados, mas passam uma imagem diferente do que os europeus estão acostumados.
Não fazem mal algum, te respeitam e são agradáveis.
Muitos deles por não conseguir emprego acabam se prostituindo ou vendendo tranqueiras mesmo. 
As moças que se prostituem normalmente trazem muito mais dinheiro para alimentar à todos. Com DEZ euros o programa (1 hora), os europeus, que ofendem e destratam essas pessoas, aproveitam as mulatas e ajudam a alimentar cerca de 40 pessoas que moram juntas.

Não sei como está a situação por lá e muito menos qual é a opinião dos governantes, mas o texto a seguir é um chacoalhão nos europeus egocêntricos e preconceituosos, que assim como os norte americanos são o centro do universo. 
 
“Parece bastante hipócrita a tenacidade com que a Europa procura evitar a chegada de imigrantes africanos, que não são outra coisa senão o resíduo patético das suas invasões coloniais de vários séculos.
Esperará por acaso a Europa que, depois de séculos saqueando a África, despojando-a da sua cultura, dos seus recursos materiais e humanos, de infectá-la com a sua febre perniciosa de consumo, vai poder encarar este novo milênio como uma espécie de fortaleza armada e compacta, em cujo interior a fome e o desespero se alastram?
No conto de Edgar Allan Poe "A Máscara da Morte Vermelha", é simbolizada a futilidade da intenção do príncipe de se fechar no seu palácio, dando festas, até que a peste passe! A morte acabou por passar (...)
A Europa é rica graças, essencialmente, a tudo o que levou de África. Por acaso esperam que os africanos famintos fiquem padecendo da miséria resultante dos latrocínios que sofreram, enquanto as sociedades europeias desfrutam de altos níveis de qualidade de vida?
Acreditam que é tolerável que quem os roubou, matou e violou por centenas de anos venha pontificar e dar-lhes lições sobre moral internacional e direitos humanos?
Vocês, ingleses, não se lembram dos massacres no Kenya, dos despojos na Rodésia?
Não se lembram franceses, o quanto roubaram em Dakar e na Costa do Marfim?
Não se lembram, alemães, dos campos de concentração na Namíbia e dos crânios do povo guerreiro dizimado que ainda conservam no Museu de Medicina de Berlim?
Não se lembram, belgas, das atrocidades que fizeram no Congo?
Não se lembram, portugueses, das escavações depredadoras que fizeram em busca do ouro e dos diamantes de Angola, das caçadas de escravos também em Moçambique?
Não foi a vossa cobiça e a vossa vaidade ridícula, europeus, que regaram com tanto
E agora se dão ao luxo de repelir os desesperados, de fechar-se e de deportar os fugitivos que chegam às suas costas marítimas, porque dão mau aspecto às suas 'glamourosas' praias mediterrânicas!?
Se a Europa fosse coerente com as suas próprias políticas de direitos humanos, teriam que acolher com os braços abertos todos os africanos e pedir-lhes perdão por todas as ofensas, oferecendo-lhes repartir aquilo que levaram das suas terras.
E o mais curioso é que estes embandeirados pela angústia não pedem o que lhes pertence por direito!
Apenas pedem as migalhas de uma esmola, vendem bugigangas na via pública, entregam jornais ou lavam automóveis, trabalham no duro na construção civil, nas estradas... e, mesmo assim, não os querem...!
É um espetáculo demasiado doloroso, demasiado triste que no centro da vossa grande civilização se mostrem os rostos obscuros das vítimas que a tornaram possível. A vossa cegueira é admirável, a vossa hipocrisia é criminosa, a vossa baixeza é formidável.
Meditem longamente sobre o que estão fazendo, europeus. Vocês, que fizeram História, seriam demasiado estúpidos se esquecessem de o que alegadamente têm obrigação de ter aprendido (...)
Todo o poder de Roma não impediu a queda do seu Império às mãos dos bárbaros famintos da Germânia e do Tártaro!
Toda a majestade da Britânia se curvou sem atenuantes perante as massas hindus lideradas por um homenzinho de aparência insignificante [Gandhi], mas com um grande coração.
Despertem desse vosso sonho torpe e da vossa fantasia narcótica. O mundo ruge desesperado à vossa volta. Quanto tempo mais pensam que poderão fingir não ouvir?
A Europa deseja permanecer fechada enquanto uma África saqueada se dessangra... Como a América Latina... Como o Oriente de "segunda" categoria...
Não se pode aceitar que tanta beleza nas artes tenha surgido de corações tão duros... Certamente a Europa abrirá o seu coração, as suas portas...
Certamente algum dia...
Aprenderá a tratar todos os seres humanos...
Como iguais...”






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